Wednesday, July 11, 2012

Portugal sofreu a maior quebra de salários da OCDE em 2011


O salário médio real em Portugal caiu 6,7% em 2011, a quebra mais acentuada no conjunto da OCDE.
Os dados são provisórios e foram divulgados hoje no Employment Outlook, publicado pela Organização. Logo em segundo lugar surge a Grécia, com uma quebra de 6,1%. Valores que ficam muito distantes da média da OCDE, que aponta para um crescimento de 0,6% nos salários reais no ano passado.
Portugal apresenta valores negativos pelo segundo ano consecutivo, mas 2011 acentuou essa tendência. Em 2010, o salário médio real tinha recuado apenas 0,1%. E até lá, os valores tinham sido sempre positivos. Em 2009, aliás, o salário médio real cresceu 7,5%.
Os dados da OCDE, que têm por base rendimentos brutos de trabalhadores por conta de outrém, também permitem concluir que Portugal é o sexto país com salário médio mais baixo (em paridade de poder de compra).
Quebra no PIB prejudica mais os rendimentos em Portugal
Uma quebra de 1% no PIB teria um impacto, a médio prazo, mais penalizador nos rendimentos dos portugueses, comparando com outros países. Por cá, a consequência seria uma redução de 1,3% nos rendimentos totais, acima do que se verifica noutros casos (normalmente entre -0,5% e -1%). De acordo com a OCDE, isto reflecte "o tradicional elevado grau de flexibilidade salarial" em Portugal.
O relatório de hoje também prevê que a taxa de desemprego em Portugal suba para 15,4% em 2012 e para 16,2% em 2013. Em 2011, a taxa ficou em 12,8%, diz a OCDE. Mas o desemprego de longa duração (superior a 12 meses) já ascendia a 48,2% do total. A média da OCDE ficava em 33,6%.
10/07/2012-Económico,Cristina Oliveira da Silva    

0 comments:

Post a Comment